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quinta-feira, 8 de novembro de 2018

DIREÇÃO REGIONAL DA SAÚDE RECEBEU LOUVOR DA MINISTRA DA SAÚDE PELA TAXA DE VACINAÇÃO CONTRA O VÍRUS DO PAPILOMA HUMANO


O Diretor Regional da Saúde recebeu, em Lisboa, da Ministra da Saúde, Marta Temido, um louvor pelo trabalho desenvolvido pela Direção Regional no âmbito da vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV).

“A descoberta da vacina e a vacinação contra o HPV, introduzida em 2008 nos planos nacional e regional de vacinação, constitui, de facto, um marco histórico, introduzindo novos horizontes na prevenção dos cancros causados por este vírus e um inegável avanço numa perspetiva de saúde pública”, afirmou Tiago Lopes.

O Diretor Regional, que falava quarta-feira, no Museu dos Coches, à margem desta cerimónia, que contou com a presença do Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e da Diretora Geral da Saúde, Graça Freitas, destacou a taxa de cobertura vacinal nos Açores, lembrando que é uma referência no contexto nacional.

“Em 2015, 71,5% das raparigas nascidas em 2003 tinham registo de duas doses de vacina contra o HPV, enquanto no ano passado o número de raparigas com duas doses da vacina aumentou para 98,1%, demonstrando que, nos Açores, apesar das condicionantes arquipelágicas, nas dificuldades surgem as oportunidades, sendo expectável que consigamos melhores taxas de cobertura ao longo dos próximos anos”, afirmou.

Comparando os valores nacionais com os regionais relativos a 2015, constata-se que, para a terceira dose de HPV, o melhor valor conseguido no território continental foi de 92%, enquanto a taxa mais baixa na Região foi de 95%.

“Estes dados são particularmente importantes numa época em que, um pouco por todo o mundo, os programas de vacinação estão a ser vítimas do seu sucesso dando azo ao aparecimento de movimentos anti vacinação”, frisou o Diretor Regional.

O HPV é o agente carcinogénico para as lesões pré-malignas do trato genital inferior e cancro invasivo do colo, vagina, vulva e ânus, constituindo-se o cancro do colo do útero como a segunda causa de morte em Portugal nas mulheres jovens, em idade fértil.

Considerando que a vacinação tem demonstrado ser uma das armas mais eficazes e custo-efetivas em termos de saúde pública, a inclusão da vacina contra o HPV veio disponibilizar um meio eficaz de prevenção primária, possibilitando uma redução deste problema de saúde pública, assim como reduzir o impacto emocional e os custos inerentes às lesões relacionadas com o mesmo.

Nesse sentido, o Diretor Regional salientou que os resultados e o impacto deste trabalho serão visíveis a médio e longo prazo, acrescentando, no entanto, que resultados, publicados em 2017, do estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, mostram que a maioria das mulheres vacinadas com infeção por HPV, que iniciaram a sua atividade sexual após a vacinação, não apresentaram infeção para os genótipos incluídos na vacina.

Tendo em conta que a vacina só confere total proteção se for administrada antes do contacto com o vírus, o estudo aponta para a importância da administração da vacina antes do início da atividade sexual e de se manter o rastreio do cancro do colo do útero.

Na cerimónia que assinalou o 10º aniversário da vacinação contra o HPV, os Açores foram apresentados pela Comissão Técnica de Vacinação como uma região também exemplar no que diz respeito à cobertura do rastreio do cancro do colo do útero.

GaCS/DRS

Povoação, quinta-feira, 8 de novembro de 2018.

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