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segunda-feira, 13 de maio de 2013

ESPECIALISTAS QUEREM MELHOR GESTÃO DA DOR EM TEMPOS DE AUSTERIDADE E CRISE


O Simpósio sobre o Impacto Social da Dor (SIP) vai decorrer, este ano, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, entre os dias 14 e 15 de Maio, e pretende criar instrumentos políticos para um melhor controlo da dor.

“Em tempos de austeridade e crise económica, a produtividade da população trabalhadora é um tema central discutido em toda a Europa. Precisamos, por isso, de avaliar as medidas mais eficazes para assegurar que as pessoas afetadas pela dor crónica (mais de 3 milhões de portugueses), possam manter os seus empregos ou regressar o mais rapidamente possível ao seu trabalho, melhorando a sua capacidade produtiva. Esse regresso só é possível, se existir uma maior acessibilidade em tempo útil, aos tratamentos adequados para controlo da dor”, explica Duarte Correia, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED).

O Comité de organização do SIP decidiu, este ano, concentrar o debate em torno de dois tópicos prioritários: a criação de um conjunto de indicadores de qualidade que possibilitem avaliar e monitorizar o tratamento da dor crónica e a criação de uma proposta de ação que vise a reintegração dos doentes com dor crónica no seu ambiente de trabalho. 

A dor crónica é uma situação de dor persistente. Se a dor não for adequadamente tratada, a qualidade de vida das pessoas poderá ser gravemente afetada, podendo conduzir à incapacidade para o trabalho. Em Portugal a dor crónica afeta mais de 30 por cento dos adultos portugueses.

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