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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

MEMÓRIAS DO PASSADO: FAZ HOJE NOVE ANOS QUE FALECEU A POVOACENSE ANA MARIA MEDEIROS PEREIRA TAVARES

Na nossa rubrica memórias do passado vamos recordar uma mulher bem conhecida, quer no nosso concelho, quer fora dele. A cidadã povoacense que vimos aqui recordar hoje com enorme saudade era natural da freguesia do Faial da Terra. Ana Vieira, assim a chamavam, era uma mulher cheia de energia e portadora de um coração dócil, meigo e carinhoso.

Ana Vieira partiu a 17 de Outubro de 2004, faleceu pouco tempo depois de ter chegado ao nosso Centro de Saúde com uma embolia pulmonar. Faz precisamente hoje nove anos. Foi um choque para a comunidade povoacense, em especial, para os cidadãos da freguesia do Faial da Terra a notícia da sua morte.

Esta mulher faialense desde criança que demonstrou apetência para agarrar qualquer causa, fosse ela qual fosse, e a sua determinação em superar todos os desafios que a aparecessem pelo caminho é coisa que os mais próximos não mais vão tão cedo esquecer. Mesmo depois de constituir família esta mulher nunca deixou de abraçar as boas causas da sua freguesia.

A comunidade do Faial da Terra, certamente, recorda ainda hoje Ana Vieira com enorme saudade, pois esta conterrânea que foi catequista deixou marcas fortes no seio daqueles que tiveram o privilégio de receber a palavra de Deus e dos bons valores transmitidos por ela. Esta mulher agarrou as causas da igreja com enorme dedicação e devoção, de igual forma as causas profanas e tudo o que envolvesse a sua querida terra. Em todas as etapas festivas da sua freguesia Ana Vieira colaborava com enorme dedicação. Quem não se lembra desta mulher ir ao “Sanguinho” buscar Rosas do Japão (Camélias Brancas) para enfeitar a sua querida Igreja de Nª Sr.ª da Graça, que ficava linda; quem não se lembra dos lindos presépios que ela construía com musgo e leiva que ia buscar às pastagens que deixava um cheiro admirável da natureza; quem não se lembra na quadra quaresmal como ela acolhia os irmãos romeiros com muito carinho e amor, pois chegou a arrumar vinte e tal irmãos em sua casa, acendia o forno de lenha e cozia massa sovada, confecionava bolos e depois de saciados os irmãos romeiros com o calor que se mantinha no forno secava os xailes e as roupa molhadas no cimo das achas de lenha. Esta irmã faialense arrumava romeiros de todos os ranchos que pelo Faial da Terra passavam. Após a sua morte estes irmãos romeiros não se esquecem do quanto ela fez por eles em vida e ainda este ano foram à campa dela rezar e depositar uma coroa de flores em sua memória, como a querer dizer “obrigado nossa irmã por teres olhado por nós, por ter-nos amparado quando chegava-mos cansados, gelados e com fome da nossa caminhada penitencial”, depois de sair do cemitério os irmãos romeiros foram ao lar da sua mãe entregar alguns terços como forma de agradecimento pelas obras de caridade da sua querida filha Ana Vieira para com eles.

Depois da Páscoa vinha as festividades em honra do Espírito Santo, com as coroações e mordomias e, aqui mais uma vez Ana Vieira sempre enérgica e alegre ia ajudar no enfeite das Domingas, ia ajudar na confeção de bolos e comidas, na organização da procissão, enfim esta mulher fazia de tudo um pouco, incluindo a confeção de vestuário para as festas, as fitas das coroas e das bandeiras do Espírito Santo. De relembrar que o artesanato era o seu forte, pois fazia bandeiras do Espírito Santo para os carros, as almofadas para o menino Jesus, fez duas bandeiras para a Banda Filarmónica de Ponta Garça, fez uma bandeira para o império do Espírito Santo da Lomba do Alcaide e muitas outras coisas. As pessoas diziam que Ana Vieira possuía umas mãos de fada mágicas, de uma habilidade e pormenor invejável.

Ana Vieira uma povoacense que merece o nosso reconhecimento e tributo!

Também não queremos deixar de referir que num gesto de enorme nobreza e reconhecimento a população do Faial da Terra, catequistas e família todos em conjunto ofereceram a lápide para a sua campa.

Que descanse em paz!

A sua querida irmã: “Só peço a Deus todo poderoso que a Ana Vieira descanse em paz eternamente!”

Um Olhar Povoacense agradece à sua irmã a disponibilidade no envio de informação sobre a história desta nossa grande conterrânea, bem como das fotos. Certamente muito mais haveria a dizer sobre Ana Vieira, mas quem teve o prazer de a conhecer e conviver com ela terá bem guardado em sua mente e coração todo o seu percurso de vida.




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