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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

D. ANTÓNIO DE SOUSA BRAGA QUER PRESERVAR «PÃO POR DEUS»

Nota pastoral destaca importância do dia de Todos os Santos, a 1 de novembro, que deixou de ser feriado civil.

O bispo de Angra, escreveu uma nota pastoral a respeito da celebração do dia de Todos os Santos, que deixou de ser feriado civil, apelando à cooperação das escolas para manter tradição do 'Pão por Deus'.

“Como é um dia normal de trabalho isso vai dificultar a manutenção da linda tradição que é o Pão por Deus”, refere D. António de Sousa Braga, numa mensagem divulgada pela página da diocese na internet.

O prelado açoriano convida todas as paróquias para, “em diálogo com as escolas”, não deixarem morrer esta tradição.

“Nada impede que essa tradição, muito sentida e vivida nos Açores, passe para o domingo seguinte. É só experimentar”, acrescenta.

A Igreja celebra anualmente a solenidade litúrgica de Todos os Santos, na qual lembra conjuntamente “os eleitos que se encontram na glória de Deus”, tenham ou não sido canonizados oficialmente, como refere a Enciclopédia Católica Popular.

As Igrejas do Oriente foram as primeiras (século IV) a promover uma celebração conjunta de todos os santos quer no contexto feliz do tempo pascal, quer na semana a seguir.

No Ocidente, foi o Papa Bonifácio IV a introduzir uma celebração semelhante em 13 de maio de 610, quando dedicou à Santíssima Virgem e a todos os mártires o Panteão de Roma, dedicação que passou a ser comemorada todos os anos.

A data de 1 de novembro foi adotada em primeiro lugar na Inglaterra do século VIII acabando por se generalizar progressivamente no império de Carlos Magno, tornando-se obrigatória no reino dos Francos no tempo de Luís, o Pio (835), provavelmente a pedido do Papa Gregório IV (790-844).

Segundo a tradição, em Portugal, no dia de Todos os Santos, as crianças saíam à rua e juntavam-se em pequenos grupos para pedir o ‘Pão por Deus’ de porta em porta: recitavam versos e recebiam como oferenda pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocavam dentro dos seus sacos de pano; nalgumas aldeias chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.

O feriado de Todos os Santos é um dos quatros que foi eliminado em Portugal, como resultado do “entendimento excecional” entre a Santa Sé e o Governo português.

A eliminação dos feriados de Corpo de Deus, de 5 de outubro, de 1 de novembro e de 1 de dezembro, resultante da alteração efetuada ao Código do Trabalho, produz efeitos desde 1 de janeiro e será obrigatoriamente objeto de reavaliação “num período não superior a cinco anos”, segundo o mesmo código.




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