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domingo, 21 de outubro de 2018

TRANSPORTAVA PASSAGEIROS E CARGA PARA A POVOAÇÃO – O VAPOR MARIA AMÉLIA NAUFRAGOU À 113 ANOS ENTRE F.V.C. E R.QUENTE (COM VÍDEO)


O vapor "Maria Amélia" naufragou à 113 anos entre Vila Franca do Campo e a Ribeira Quente na chamada baixa do Tufo, a 3 de março de 1905. Transportava passageiros e carga para a Povoação. Os passageiros e a tripulação salvaram-se no salva-vidas albergado no navio e foram rumo à Ribeira Quente desembarcar.

A 3 de março de 1905 o Diário dos Açores anunciava: “Ontem, pela 1 hora da tarde, afundou-se na «baixa do Tufo», entre Vila Franca e a Ribeira Quente, o vaporsinho «Maria Amélia», que ali ia buscar carga para a Povoação e o outro para carregar lenha no Tufo. O sinistro foi devido a ter rebentado um gualdrope do leme, quando se procedia à virada, por ser violenta a corrente da água, ficando assim sem governo, o que o fez ir sobre uma baixa. A tripulação e passageiros foram todos salvos pelo próprio salva-vidas do vapor e levados para a Ribeira Quente. Tanto o capitão como o engenheiro e o resto da tripulação, empregaram todos os esforços para evitar o desastre, mas a maré descia já o que dificultou por completo as manobras e no espaço de meia hora submergiu-se o vapor. Pelas 4 e meia da tarde recebeu o senhor Laurénio Tavares telegrama das Furnas, partindo em seguida para a Ribeira Quente, a bordo do «Júpiter», o senhor Weber Tavares, com ordem de proceder a tudo o que fosse possível para a salvação dos passageiros e barco. Tanto no pessoal de bordo, como nos habitantes da Ribeira Quente, era bem manifesto o estado de consternação por este desastre, pois o «Maria Amélia» estava prestando um bom serviço àquele povoado, pela facilidade de transportes de gente e cargas. O “Júpiter” chegou aqui à meia-noite com a tripulação. O «Maria Amélia» estava seguro em companhias inglesas.”

No dia seguinte, o Açoriano Oriental acrescenta: “Perdeu-se quinta-feira de tarde o vaporsinho «Maria Amélia», que muitos bons serviços prestou e muito especialmente nos últimos meses, rebocando para o mar alto os barcos de pesca, empresa do seu proprietário o senhor Laurénio Tavares, pelo que tivemos amiudadas vezes grande abundância de peixe no mercado. O «Maria Amélia» seguia para a Povoação, quando se rebentou o gualdrope do leme, próximo da baixa do Tufo, entre Vila Franca e Ribeira Quente. Sem governo e devido à violenta corrente de água foi levado para a referida baixa e encalhou. Imediatamente foi participado, por telegrama, o corrido para a cidade, e para ali partiu em seguida o «Júpiter», conseguindo safá-lo. Baldado intento de salvação, porquanto o «Maria Amélia» havia sido arrombado e submergiu-se quase de pronto. Felizmente não há vítimas a lamentar. Prejuízos contam-se alguns, apesar do vaporsinho estar seguro por duas companhias inglesas.”

O naufrágio deste navio mercante foi descoberto por Francisco Xavier Sousa e foi feito o seu registo por Guy Costa, coadjuvado por Eleutério Valido. Os destroços localizam-se numa baixa, sensivelmente a -7 metros de profundidade. Pode ainda observar-se parte da hélice de propulsão, a cambota e uma das caldeiras, para além de vários fragmentos de costado metálico dispersos.

Fonte: Guia do Património Cultural Subaquático dos Açores
Mergulhadores: Guy Pinto da Costa e Hélio Sousa
Vídeo: Guy Costa


Povoação, domingo, 21 de outubro de 2018.

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