Tomei gosto pela música aos 12 anos de idade. Motivado pelo meu pai, dei
início à aprendizagem da teoria musical e solfejo em 2014 na filarmónica União
e Amizade da Lomba do Loução, todos os dias, por um período de 6 meses. Após
essa etapa, integrei-me na banda como executante de bombardino.
Passado um ano, e devido ao facto da Sociedade Filarmónica União e Amizade ter
cessado a sua actividade, passei a fazer parte da Sociedade Harmónica Furnense,
uma instituição centenária da nossa região.
Posteriormente,
já em 2016, integrei a Sociedade Musical Sagrado Coração Jesus onde permaneço
ainda hoje sob a batuta do Maestro João Pedro Resendes.
Durante
todo esse tempo, tenho tido sempre o apoio dos meus pais. Aliás, a minha
família tem um papel importante na minha vida como músico. Não tenho dúvidas
que o meu gosto por música advém do fato de eu vir de famílias de músicos de
ambos os lados.
.
Essa
nova fase da minha vida musical foi muito importante para mim na medida em que
adquiri muitos conhecimentos e desenvolvi mais a técnica de execução do
bombardino com o Maestro José Santos. Lembro-me bem que uma hora antes de todos
os ensaios, trabalhava individualmente com o maestro. Essa rotina foi muito
importante para o meu desenvolvimento enquanto aspirante a músico. Essa fase
durou um ano.
Através
da Sagrado Coração de Jesus estudei na Academia Musical da Povoação com o
professor Diogo Carvalho durante 2 anos, participei 3 anos seguidos no estágio
de instrumentos de sopro e percussão promovido pela Academia e ministrado por
músicos da Banda Militar dos Açores.
Sempre que tenho a oportunidade de participar em qualquer evento
relacionado com instrumentos de sopro faço os possíveis por estar presente,
sabendo a priori que essa formação fará com que eu possa desenvolver como
músico, conhecendo também outras realidades que me enriquecem enquanto ser
humano. Nessas sessões, tenho sempre o cuidado de ouvir sempre o meu som e
aperfeiçoá-lo. Vejo isso como uma mais-valia para a minha integração como músico.
E como se diz, o saber não ocupa lugar e posso fazer sempre melhor.
A
música está sempre presente no meu dia-a-dia. Mesmo não sabendo o que o futuro
me reserva, uma coisa eu sei, irei sempre exprimir o gosto pela música.
Povoação, quinta-feira, 27 de Dezembro de
2017.
.
Sem comentários:
Enviar um comentário