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domingo, 19 de abril de 2015

A VIRGEM MÃE DE DEUS (1948)

No jornal Correio dos Açores datado de 26 de setembro de 1948, o povoacense Raposo Silva escreveu estas bonitas quadras dedicadas à sua padroeira, Nossa Senhora Mãe de Deus.

Mãe de Deus, concebida na graça,
Que por graça de Deus vos foi dada,
Deus é Graça que a graça trespassa
Sem deixar vossa graça lesada.

E Jesus a Pureza Infinita,
Que na Virgem Maria encarnou…
Oh bendita, mil vezes bendita
A Mãe Santa que Deus nos legou!

Mãe de Deus, venerada nos Céus,
Mãe de Deus, invocada na Terra,
Mãe dos homens, que sois Mãe de Deus,
Dai-nos paz e livrai-nos da guerra.

Há no Mundo açucenas e lírios,
Mas, por mais que busquemos, não há
Flor tão pura que vicei-a entre os círios
Como a Cândida Flor de Judá!

Mãe de Deus, Virgem Mãe protetora
Dos mortais, que vacilam na vida,
Espalhais vossa graça, Senhora,
Que, sem Vós, toda a Terra é perdida!

Doce Mãe de Jesus, nosso Pai,
Que por nós sofreu tanto na Cruz,
Apiedai-vos de nós… derramai
Em nós todos torrentes de luz.

Mãe de Deus, toda amor e bonança,
Mãe dos homens, que ingratos vos são,
Dai-nos fé, caridade, esperança…
E do mal o devido perdão!

Mãe Bendita do “Verbo Encarnado”,
Luz da vida, Nascente de amor,
Preservai-nos de todo o pecado…
Amparai-nos nas crises da dor!

Mãe de Deus, sede a nossa guarida
Nos terríveis perigos da sorte…
Mãe de Deus, protegei-nos na vida;
Mãe de Deus, amparai-nos na morte!

Povoação, 3 de Setembro de 1948

Por: Raposo Silva

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