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terça-feira, 6 de maio de 2014

RIBEIRA DA POVOAÇÃO ENCURTADA PARA DEFESA DAS HABITAÇÕES DA AVENIDA PRINCIPAL

O presidente da câmara da Povoação, Carlos Ávila, tranquilizou ontem a população da vila de que as obras em curso de ampliação da rua D. Maria II e redução em 50 a 70 centímetros durante 57 metros de comprimento da ribeira, não vai ter qualquer impacto ao nível de eventuais cheias no futuro.

Carlos Ávila explicou que o troço da ribeira tem 24 metros de largura. Mas, precisamente na zona onde a estrada estreita da rua D. Maria II, - pelo que explica o autarca - a largura passa a 25 e até quase 26 metros. O que se vai fazer, esclareceu, “é aproveitar esta diferença e vamos colocar a ribeira a 24 metros apenas num troço de mais ou menos 57 metros de comprimento”.


Este estreitamento da ribeira vai acontecer “especialmente na curva no cimo da rua – onde se encontra o maior estrangulamento – e depois ela vai acabar em zero. Ou seja, o que estamos a construir é uma meia-lua. E, portanto, não me venham dar lições. Se tiver de haver cheia não é porque estamos a fazer estes trabalhos”.

A notícia de que a câmara estava a estreitar o espaço da ribeira causou algum frenesim e preocupação, não só na população, como nos meios ecologistas micaelenses que dizem não compreender como se estreita uma ribeira numa vila onde em 1986 e 1996 ocorreram cheias.

Carlos Ávila afirma que viveu de perto estas cheias e conhece o fenómeno como ninguém. Voltou a explicar que o problema das cheias da Povoação ocorre a Norte da ribeira quando na zona se concentram troncos. E dois técnicos da câmara municipal mantêm todo o espaço em permanente vigilância para que, a qualquer momento, os serviços oficiais intervenham para tirar eventuais troncos que surjam e que possam vir a criar problemas na vila.

O autarca justifica a necessidade destas obras com o facto de a avenida principal da Vila da Povoação estar construída em cima de terreno de aluvião da ribeira e a passagem de viaturas pesadas estar a massacrar as casas que ali foram construídas. “O nosso interesse é desviar o trânsito pesado para a rua D. Maria II, litoral à ribeira para não causar mais problemas a estas habitações”, completa.

E Carlos Ávila avança com mais pormenores sobre a obra. No cimo da rua D. Maria II, na curva a via tem 5.50 metros mas, para dois camiões passarem, são precisos 6.20 metros. Por isso é que a via vai alargar na zona 70 centímetros para dentro da ribeira.

Explicou também que as pedras colocadas no centro da ribeira só lá foram colocadas para criar uma zona seca do lado onde vão decorrer os trabalhos que é para facilitar as obras. “Isto está a ser feito com muito cuidado”, sublinhou.

Correio dos Açores - Então a população pode estar tranquila…

Carlos Ávila (presidente da câmara da Povoação) - Completamente tranquila.

A via vai passar a ter quantos metros de largura?

Na sua faixa maior, ou seja, na curva que é onde há maior dificuldade de trânsito, vai passar a ter seis metros e meio. Ou seja, o alargamento é mínimo.

Mais. Tudo isso está a ser feito com pareceres técnicos e com tudo certinho.

Incluindo o parecer da direcção regional do Ambiente?

Incluindo o título de registo de utilização de recurso hídrico da direcção regional do ambiente.

Um dos comentários que fazem é que a ribeira, pelo que se nota pelos muros de betão, tem espaço para um caudal planeado. Para diminuir o espaço para o caudal, deverão existir novos dados…

Os muros de betão foram feitos há muitos anos era eu vereador no tempo do Medeiros Ferreira na altura em que foi feita a obra de saneamento básico da vila da Povoação. E, portanto, não tem nada a ver com o caudal planeado. Nada, absolutamente nada.

O mais interessante é que há pessoas aqui na vila que até queriam que nós colocássemos o muro ainda mais dentro da ribeira e eu disse que não. Eu fui pressionado para colocar o muro ainda mais dentro e a minha resposta foi negativa. Estamos a efectuar a obra de acordo com o parecer técnico.

João Paz

Fonte: Jornal Correio dos Açores, 6 de maio de 2014

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