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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

ANDRÉ CASTRO, UM POVOACENSE COM ESPÍRITO AVENTUREIRO

Se existem povoacenses com este espírito, o jovem André Castro é o exemplo máximo disso. É um povoacense de gema, discreto, que nunca vira a cara à luta, que gosta de desafios, de aventuras e porque diz que a vida é curta demais para parar no tempo. Escolheu "terras de vera cruz" para assentar arraiais e a sua vida. Chegou ao Brasil e passados alguns meses de adaptação, casou com uma gaúcha e ambos vivem em Natal (Capital do estado do Rio Grande do Norte).

Este povoacense viveu na Povoação até aos 28 anos, junto da sua avó (que é uma Mãe). Trabalhou na Farmácia da Misericórdia durante 7 anos, mas depois disse que era tempo de mudar e procurar novos desafios.

Deixou a Farmácia da Misericórdia da Povoação e foi para Lisboa/Porto exercer funções na indústria farmacêutica, até que dissidiu rumar ao Brasil.

Um Olhar Povoacense foi de encontro a este jovem filho da terra para saber um pouco mais sobre esta sua nova aventura do outro lado do oceano atlântico.

Um Olhar Povoacense – Que razões levaram o jovem povoacense André Castro a emigrar?

André Castro – Bem, as razões que me levaram a emigrar foram a situação económica e financeira muito mal de Portugal e com isso a falta de um futuro para os jovens, também já tinha perdido muitas regalias no trabalho em que me encontrava. Então disse: Porque não arriscar? Como não sou de depender de ninguém nem esperar que algo caia do céu, decidi meter-me no avião e tentar a sorte aqui no Brasil, um País que gosto muito e que já tinha cá estado anteriormente duas vezes de férias.

U.O.P. – O que sentiste no momento da partida?

A.C. – Senti um misto de emoções; Tristeza por deixar minha Mãe e entusiasmo/emoção por esta nova etapa sempre com pensamento positivo.

U.O.P. - Como foi a adaptação à vida no Brasil?

A.C. – A adaptação foi fácil porque temos uma grande vantagem que é a língua portuguesa. Os costumes não diferem assim tanto do que vemos em Portugal. Tive uma ajuda valiosa de algumas pessoas fabulosas que conheci aqui. Os brasileiros sabem receber e são ótimas pessoas.

U.O.P. – Já te habituaste aos costumes do Brasil? Gostas de ai estar?

A.C. – Sim, já estou completamente habituado aos costumes daqui. Adoro estar aqui. Tenho uma mulher linda e fantástica que está sempre comigo em qualquer circunstância. Natal é uma cidade linda, tem tudo o que precisamos, como também nos presenteia com um misto de qualidades para quando quisermos e pudermos disfrutar destas (natureza, aventura, lazer etc…). É chamada a cidade do sol. Aqui faz calor o ano inteiro. Não aquele calor que abafa porque corre sempre uma brisa durante o dia devido ao cruzamento dos ventos na linha do Equador. O clima é fantástico! Tem praias e lagoas fabulosas como já pudeste ver através do meu facebook. Adoro morar aqui.

U.O.P. – Não sentes saudades da tua família, dos amigos, do teu concelho, da terra que te viu nascer e crescer?

A.C. – Sinto muitas saudades da minha família que é minha Mãe e Irmã. Sinto muitas saudades dos meus amigos e claro, também sinto saudades da minha terra e dos bons amigos que ainda tenho aí.

U.O.P. - Estás satisfeito de trabalhar num país que não é o teu?

A.C. – Estou muito satisfeito. Fiquei na mesma área por isso não tenho grandes problemas. Claro que existem algumas diferenças a nível laboral, mas quem corre por gosto não cansa.

U.O.P. – Foste bem aceite no país que te acolheu?

A.C. – Sim, fui muito bem aceite aqui. Como já referi anteriormente, as pessoas aqui são fantásticas, têm um calor humano extraordinário, são alegres, e receberam-me todas muito bem. Estou realizado e mais tarde espero retribuir fazendo o mesmo ou mais na minha terra.

U.O.P. – Certamente que tal como muitos emigrantes acompanhas os acontecimentos mais relevantes do nosso concelho através do blog Um Olhar Povoacense. O que realmente sentes ao inteirares-te desses acontecimentos?

A.C. – Sempre que posso acompanho as notícias da minha terra através do teu blog. Até arrepia quando vejo algumas imagens. Quando estamos longe é que damos o verdadeiro valor à nossa terra e eu tenho sentido isso na pele. Adoro a minha terra.

U.O.P. – Achas ser de relevante importância a divulgação/informação do nosso blog “Um Olhar Povoacense”?

A.C. – Acho que tem uma relevância enorme! Todos os emigrantes e pessoas em geral agradecem o trabalho magnífico que fazes em prol do concelho e sem receber "louros" em troca. Fazes de coração, por amor à terra como grande povoacense que és e com a ficha limpa. Colocas notícias de todas as vertentes e de praticamente tudo o que se passa no concelho. Um verdadeiro blog com este foco, só pode ser desse jeito.

U.O.P. – Para concluir, o que gostaria o jovem povoacense André Castro de acrescentar a esta nossa agradável conversa?  

A.C. – Quero agradecer-te por teres-me convidado a participar nesta conversa sugestiva. Não sou muito dessas coisas, mas fico feliz por alguém ter-se lembrado de mim. Espero encontrar-te em breve para bebermos um copo e por a conversa em dia na nossa Povoação. Um grande abraço!

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