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quinta-feira, 15 de julho de 2021

EM DESTAQUE:UM CASO VERÍDICO DE DOIS IRMÃOS RIBEIRAQUENTENSES

Vale a pena ler, caso esteja interessado e diga de sua justiça.


O Povo Açoriano cedo se viu estimulado “obrigado” a deixar o seu cantinho onde nasceu, rumando às mais diversas paragens em busca de um futuro promissor, visto que o Arquipélago dos Açores na altura era um isolamento, sem quaisquer condições de sobrevivência e cujos habitantes procuravam o mar como ponto de saída a fim de encontrar novos horizontes.


Atualmente e desde muito cedo, encontramos açorianos nas mais diversas partes em especial no Canadá, USA, Bermudas e alguns para o Haiti e Brasil. 

É de referir que muitos dos açorianos entravam no país de destino ilegalmente, como aconteceu com Manuel de Ávila, Terceirense, nascido em 1563, que entrou em Buenos Aires, em 1585, sem licença, entre outros… Contudo, o grande fluxo emigratório açoriano dá-se entre 1965 e 1975, salientando também que, um dos motivos de emigração açoriana foram a obrigatoriedade dos recrutamentos para o serviço militar, que muitos jovens procuravam fugir. O serviço militar representava uma diminuição para as famílias rurais açorianas, pois o alistamento dos filhos abalava o próprio orçamento familiar.

      João Gafanhoto                  Manuel de Melo Gafanhoto

Ora, muitos partiam com a ideia de regressar um dia e com um mito de enriquecimento fácil e rápido, bem como a imagem de vasta fartura, acontecendo porém, que muitos deles nunca mais regressavam deixando para trás seus familiares, nomeadamente esposa e filhos como determinados casos. 


Desde já aproveito a oportunidade para relatar uma história verídica que aconteceu na Ribeira Quente há um século atrás, que ainda se encontra muito vivo na memória de certos familiares, as principais causas da emigração eram: ditadura, miséria e analfabetismo. Em 1923 embarcou Gerónimo de Melo Gafanhoto para os USA, em busca de uma vida melhor, deixando para trás seus familiares. Passados 50 anos mais concretamente em Setembro de 1973, regressa à sua Terra Natal em busca de “matar” saudades dos demais queridos, em que tinha à sua espera os seus outros dois irmãos (Manuel de Melo Gafanhoto e João Gafanhoto), que este último não o conhecia pois havia nascido quando o Gerónimo se encontrava já Imigrado. Mal ele sabia que nunca o iria chegar a conhecer, pois, quando o avião aterra este “desconhecido” irmão falece (de ataque Cardíaco) devido à grande emoção que transbordava no seu coração.


Transcrevo agora as palavras do meu avô Manuel Gafanhoto para o irmão: (Olha João o nosso irmão está a chegar), dito isto já tinha falecido de tanta emoção.



João Costa Bril.


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