Açores continuam na
mira do fundo Discovery depois de investimento hoteleiro de 11 milhões
Dedicado
aos activos turísticos, o fundo tem agora uma marca para a gestão dos seus
hotéis: a DHM. Serão investidos 20 milhões de euros até 2016 na renovação e
reposicionamento das sete unidades hoteleiras em operação.

Cumprindo os
requisitos do acordo alcançado nas negociações com o Governo Regional dos
Açores, o Furnas Boutique Hotel Thermal & Spa abrirá as portas já no final
de Março, contando com 55 quartos. Uma vez que a unidade estava praticamente
concluída, o investimento foi de 1,5 milhões de euros.
Para
o início de 2016, será altura de abrirem as portas do Hotel Príncipe do Mónaco,
também conhecido como hotel-casino da avenida marginal, em Ponta Delgada. Com
um investimento na ordem dos nove milhões de euros, a unidade terá mais de 100
quartos.
As
obras já estão em curso, depois de terem estado paradas mais de seis anos e de
ter sido equacionada uma eventual demolição. Nas condições impostas pelo
Executivo açoriano estão a conclusão do parque de estacionamento subterrâneo e
um posto de turismo. O empreendimento integra um casino e uma galeria
comercial.

Num
encontro com jornalistas esta quarta-feira, 11 de Fevereiro, o
"chairman" Pedro Seabra admitiu que estão em estudo novas aquisições
da Discovery no arquipélago açoriano, aproveitando o eventual fluxo de turistas
provocado pela entrada das companhias aéreas "low cost" EasyJet e
Ryanair naquelas ilhas.
Uma
nova marca para gerir os hotéis do fundo
O
Furnas Boutique Hotel Thermal & Spa será uma das unidades a integrar a nova
marca DHM – Discovery Hotel Management, responsável pela gestão dos sete hotéis
do fundo actualmente em operação.
No
primeiro semestre deste ano, a DHM será assim responsável por sete unidades
turísticas com um total de 544 unidades de alojamento e 1.594 camas. A operação
contará com 270 trabalhadores no total.
A
DHM irá investir 20 milhões de euros entre 2014 e 2016 na renovação e
reposicionamento destas sete unidades. O montante de dois milhões previsto para
2016 poderá "aumentar substancialmente" tendo em conta a
"entrada de novas unidades, actualmente em construção ou em
negociação".
O
conceito das novas unidades pode ser resumido em três pilares:
"informalidade, partilha e flexibilidade". Para o CEO da DHM, Miguel
Guedes de Sousa, será tido em conta um ambiente acolhedor – através de um
"contacto com o cliente mais próximo e honesto" - e um respeito pela
cultura local em todas as unidades da marca.
A
gastronomia será um ponto de destaque em todos os hotéis, com a cadeia de
restaurantes própria "À Terra". No fundo, aquilo que se pretende são
"restaurantes com quartos", simplifica. A geração de
"millenials", entre os 18 e os 40 anos, será o foco desta ofensiva.
Para
já, a DHM irá estar focada na gestão de activos do fundo, apesar de já ter sido
desafiada para gerir hotéis de terceiros. O Discovery Portugal Real Estate gere
activos imobiliários desde Setembro de 2012, destacando-se por salvar hotéis em
insolvência ou com dificuldades em pagar empréstimos à banca.
No
final de 2014, o fundo contava com um total de activos avaliado em 660 milhões
de euros.
11 Fevereiro 2015, 18:01 por Wilson Ledo |
wilsonledo@negocios.pt
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