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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

PAULO MAIA UM POVOACENSE QUE NOS DEIXOU PREMATURAMENTE

Um Olhar Povoacense recorda com saudade o povoacense Paulo Roberto Loras Maia, que nos deixou prematuramente aos 35 anos de idade, faleceu no dia 20 de fevereiro de 2003, completando hoje 12 nos da sua partida ao encontro do Senhor. 

Este jovem povoacense partiu cedo do mundo dos vivos, era um ser humano portador de um sentido de humor contagiante, um desportista de qualidade, simpático, afável, amigo, um agente da autoridade reto e exemplar.

Lembro-me particularmente de uma aventura em que eu e o meu amigo Marco Rovoredo vivemos com ele. Estávamos nós a passar numa das ruas da Vila quando assistimos a um acontecimento no mínimo estranho, acabávamos de ver um sujeito suspeito a entrar pela porta da frente de uma casa em que os seus donos estavam a residir no estrangeiro. Ficamos uns minutos escondidos a observar e chegamos à conclusão que seria um assalto. Fomos ao antigo posto da P.S.P. e o Paulo Maia encontrava-se de serviço mais um colega. O colega ficou no posto e o Paulo acompanhou-nos, pediu-nos para nos mantermos afastados, indicamos os locais que vimos o sujeito entrar e sair mais do que uma vez. O agente Paulo Maia descobre que uma das janelas das traseiras da casa encontrava-se encostada, nós fomos para a parte da frente da casa espreitar a porta da rua. Resumindo o ladrão foi apanhado em flagrante delito e encontra-se praticamente a morar no salão desta casa, com uma vela acesa no sobrado de madeira, com as roupas da casa todas reviradas, cozinha revirada, comida espalhada etc. Depois do sujeito apanhado e identificado, tendo nós como testemunhas, levamos meses a falar neste episódio que até então só assistíamos nos filmes.

Este foi um entre outros momentos que nos marcou e que jamais esqueceremos.

Paulo Maia foi vítima de doença rara (síndroma de Behcet), que começou a manifestar-se aos 25 anos de idade e que o atirou para uma cadeira de rodas, tendo levado uma vida de grande sofrimento durante os seus últimos anos de vida.

Paulo Maia era agente principal da Polícia de Segurança Pública na esquadra da Vila da Povoação, tendo ingressado nesta corporação no ano de 1990. Durante os anos em que prestou serviço na P.S.P., Paulo Maia foi distinguido com um Louvor e um Elogio e foram-lhe atribuídas uma Medalha de Cobre por Comportamento Exemplar e uma Medalha de Assiduidade de uma Estrela.

O seu funeral constituiu uma profunda manifestação de pesar. Para além dos muitos amigos e conhecidos também a P.S.P. fez-se representar pelos mais altos graduados do Comando de Ponta Delgada.

Paulo Maia era filho de Olivério Peixoto Maia e de Veneranda Câmara Loras Maia. Era casado com Lúcia de Fátima Rebelo Maia e deixou um filho, Ricardo Jorge Rebelo Maia.

Que a sua alma descanse em paz!

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