A maioria das Escolas Profissionais da ilha de S. Miguel reuniram
recentemente, tendo como objetivo procederem à análise da atual situação da
Formação Profissional, bem como encontrar pontos comuns que apontem soluções
para os problemas que têm vindo a enfrentar.
Foi constatada a existência de um
conjunto de preocupações comuns, sobre diversos aspetos, que estão a contribuir
para degradar a formação profissional, o papel e a situação financeira das
escolas profissionais, e o desejo de poderem dar um contributo mais ativo no
funcionamento do PO Açores 2020.
As preocupações expressas e comuns
a todas as Escolas Profissionais prendem-se com a desvalorização do ensino
profissional, face nomeadamente a um conjunto de fatores, como é o caso da
oferta de formação profissional indiferenciada no ensino regular, havendo em
muitas áreas geográficas excesso de oferta por parte do ensino regular,
substituindo-se, de forma pouca eficaz às Escolas Profissionais, cuja qualidade
e reconhecimento do ensino ministrado é inquestionável, e também pelas altas
taxas de empregabilidade conseguidas.

As Escolas Profissionais pretendem
contribuir de forma ativa e participativa para a definição da estratégia de
médio e longo prazo, na definição das políticas nesta área, de modo a
salvaguardar a qualidade do ensino profissional e dar continuidade ao
importante papel desempenhado, ao longo de mais de 25 anos, na melhoria da
qualificação dos recursos humanos.

Escolas Profissionais de S. Miguel
-Escola Profissional da Câmara do
Comércio e Indústria de Ponta Delgada
-Escola Profissional da APRODAZ
-Escola Profissional da Povoação
-Escola Profissional do Nordeste
-Escola Profissional da Ribeira
Grande
-Escola Profissional da MEP
-Escola Profissional EPROSEC
MEMORANDO SOBRE A POSIÇÃO CONJUNTA DAS ESCOLAS PROFISSIONAIS
As Escolas Profissionais presentes
tomaram posição nas seguintes áreas:
Financeira
- Preocupação crescente com o
acumular da dívida.
- Constrangimentos de tesouraria
- Cursos Reativar - Análise dos
pedidos de pagamento com razoabilidade, por serem processos encerrados
contabilisticamente, cuja expetativa de receita foi registada em conformidade
com os custos incorridos;
- Limitação do número de cursos,
principalmente de cariz profissional que não são suficiente para a cobertura
dos atuais custos de estrutura das Escolas Profissionais.
- Oportunidade de reforçar o papel das Escolas
profissionais na reprogramação do PO Açores 2020;
- Criar soluções flexíveis de financiamento
que evitam a penalização das Escolas por desistências de formandos.
Oferta formativa e constrangimentos das Escolas
Profissionais
- Desvalorização do ensino profissional com a
oferta de formação profissional indiferenciada no ensino regular;
- Excesso de oferta do ensino regular,
substituindo-se às escolas profissionais;
- Retenção de alunos nos cursos profissionais
nas escolas do ensino regular que deviam ser encaminhados para o ensino
profissional;
- Imposição de oferta formativa sem ter em
consideração as reais necessidades do mercado- distribuição de cursos sem
critérios;
- Ausência de estratégia a médio e longo prazo
para o ensino profissional a nível global que condiciona as Escolas
Profissionais;
- Esvaziamento das Escolas Profissionais sem
encontrar alternativas credíveis e com capacidade de desenvolver uma oferta
alternativa e de qualidade.
OUTROS ASSUNTOS:
Planificar o futuro em relação ao
financiamento do Ensino Profissional na Região, considerando que após o
Portugal 2020 não se poder antever, em ordem a suprir o FSE / Orçamento
Regional, caso o FSE já não venha a abranger a Região Autónoma dos Açores tal
como já sucede no Continente, nas Regiões que deixaram de ser considerados objetivo
1.
Igualmente, considerar a rede
desejável de EPs para o futuro, considerando as especificidades Regionais a
nível de Ilha e Concelhios.
ESCOLAS PROFISSIONAIS DE SÃO MIGUEL QUEREM MAIS APOIOS DO GOVERNO
(VÍDEO)
Numa posição conjunta, as escolas
consideram que o ensino profissional tem vindo a ser desvalorizado face ao
ensino público regular.
As escolas profissionais de São
Miguel estão preocupadas com o futuro, nomeadamente no que diz respeito à
oferta formativa e distribuição de cursos, exigindo respostas ao Governo
Regional.
António Gaspar da Silva, diretor
da escola profissional APRODAZ, considera que existem penalizações e regras no
ensino profissional, que não são aplicadas no ensino regular e que isso
condiciona as atividades das escolas profissionais.
Jornal da
Tarde RTP/Açores carregue no link abaixo e visualize o vídeo:
Povoação, Quarta-feira, 9 de agosto de 2017.
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