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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

POSIÇÃO DA APEEP, ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DA EBS DA POVOAÇÃO, SOBRE AS MAIS RECENTES DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE DA CÂMARA:

As más condições de estudo, de trabalho, de conforto e de segurança do edifício da Escola Maria Isabel do Carmo Medeiros aliada à disfuncionalidade do edifício, em virtude da exiguidade de espaços, estão sendo reconhecidas por uma quantidade cada vez maior de entidades públicas e particulares. Essas más condições são experienciadas diariamente por alunos, professores e funcionários.
Vários membros desta associação já visitaram várias escolas de São Miguel e puderam testemunhar aquela que já é uma realidade na generalidade das escolas da região, em termos de excelência de condições para a prática letiva, para o estudo e para a coabitação diária de crianças e jovens.

A consciência de que os nossos filhos, os nossos alunos, coabitam e estudam em condições de profunda desigualdade em relação aos colegas de outras escolas da região, fez com que a luta pela construção de uma escola nova na Povoação fosse um compromisso dos atuais corpos sociais desta associação.

Nos diversos contatos com entidades oficiais e nas iniciativas levadas a cabo sobre este propósito, a APEEP considerou sempre como parceira a Câmara Municipal da Povoação e esteve sempre aberta ao diálogo com o seu presidente tendo, por diversas ocasiões, procurado esse mesmo diálogo.

No entanto, em todas as reuniões públicas promovidas para o efeito o Sr. Presidente nunca compareceu nem se fez representar, mesmo quando uma delegação desta associação se deslocou para endereçar pessoalmente um convite para uma discussão aberta a toda a comunidade. Em todas as demais reuniões solicitadas com a Câmara Municipal, os membros desta associação nunca foram atendidos pessoalmente pelo seu presidente.

A APEEP também sabe que ao longo destes dois mandatos o Sr. Presidente da Câmara nunca se deslocou pessoalmente para poder observar localmente as condições da escola, inteirar-se das suas reais necessidades e perceber os problemas que as condições do atual edifício acarretam à luz daquilo que são as atuais exigências do sistema educativo e das diversas vias de formação que qualquer escola deve proporcionar aos seus alunos.

Deste modo, a APEEP, em primeiro lugar, lamenta profundamente que o atual Presidente da Câmara, Dr. Carlos Ávila, não reconheça esta luta justa da parte da comunidade educativa da Povoação, agora encabeçada por esta associação, nem tenha tido a preocupação ou, pelo menos, o cuidado de procurar inteirar-se do porquê desta reivindicação e perceber que na atual localização já não existem remedeios possíveis; em segundo lugar, repudia perentoriamente, a ideia que transparece das suas declarações, de que a escola existe principalmente para dinamizar a economia local, sendo os alunos vistos em primeiro lugar não como estudantes, mas como consumidores do comércio local ou até, como já vai sendo dito, como “turistas de inverno”.

As declarações do atual presidente da câmara têm revoltado alunos, pais, professores e funcionários, ainda mais vindas de alguém que não só não está inteirado dos problemas com os quais a instituição se debate, como também não se mostra minimamente preocupado com as condições que infelizmente os alunos povoacenses têm de se sujeitar. A APEEP considera que os nossos alunos, os nossos filhos são cidadãos que, cumprindo a nobre missão de prepararem o seu futuro, veem diariamente desrespeitado o seu direito a um estabelecimento de ensino que lhes permita viver a sua vida académica e coabitar com os restantes colegas em condições de igualdade em relação aos restantes colegas da região.

A APEEP, lamentavelmente, não pode deixar de considerar que o Dr. Carlos Ávila está a servir-se do gabinete de comunicação social da autarquia não só para lançar na opinião pública a falsa ideia de que a escola tem espaço suficiente, como ainda ataca a sua direção ao dar a entender que a mesma está a ser mal gerida.

A APEEP tem a plena consciência da dificuldade de gerir um edifício escolar como é o da escola Maria Isabel do Carmo Medeiros e aqui expressa a sua total solidariedade para com o Conselho Executivo. A falta de espaço e a necessidade de a tentar contornar tem obrigado a que se esteja constantemente a readaptar espaços para servir de novas valências nomeadamente: aproveitamento de vãos de escada; conversão de casas de banho em gabinetes de trabalho ou de apoio; conversão de arrecadações em salas de aula; criação de gabinetes de atendimento de EE dentro de outra sala; estreitamento de corredores para construção de arquivos; conversão do espaço dos lavabos do refeitório para gabinete disciplinar; Divisão de salas de aula e salas mais pequenas entre outras.

APEEP considera que o normal em qualquer escola é diariamente os alunos entrarem no estabelecimento no início das atividades letivas e depois apenas sair no final das mesmas, tendo o edifício todas as condições para que eles possam estudar, brincar e conviver ao longo do dia sem ter de sair do estabelecimento.

A situação dos alunos da Povoação é uma situação de exceção, em que os alunos para terem aulas têm mesmo de circular no exterior e para longe da escola, ficando expostos a hábitos de vida pouco saudáveis, nomeadamente consumo de álcool e de estupefacientes e perturbação do saudável desenvolvimento sexual.

No que diz respeito à iniciativa dos alunos de apresentarem uma espécie de petição ao grupo de deputados da Comissão de Assuntos Sociais, a APEEP considera ser uma iniciativa louvável e que permitiu aos alunos expressarem livremente a sua vontade, constituindo esse ato uma prática saudável de cidadania.

Esta associação repudia que a Câmara Municipal tenha, em comunicado e com declarações falsas, acusado de coação os promotores desta iniciativa. Foi mais uma vez a tentativa de manipular a opinião pública contra a escola, contra os alunos mais velhos e contra os professores.

A APEEP condena veementemente aquela que tem sido a atuação do atual Presidente da Câmara da Povoação e continua empenhada na solução de todos os problemas que o atual edifício escolar apresenta, sendo que essa solução é necessariamente a construção de raiz de uma escola nova na Povoação.

Povoação, 28 de outubro 2015.

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