O Centro de Apoio à Infância da Povoação (CAIP), bem como as Creches da Povoação e das Furnas, encontram-se encerrados esta terça-feira e provavelmente na quarta-feira devido à greve convocada pelo SINTAP.
O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e Entidades com Fins Públicos (SINTAP) deu início a uma paralisação de dois dias — 27 e 28 de outubro de 2026 —, abrangendo os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Santas Casas da Misericórdia, Casas do Povo, Cooperativas de Solidariedade Social e Casas de Saúde de toda a Região Autónoma dos Açores.
A paralisação iniciou-se às 00h00 deste dia 27 e prolonga-se até às 24h00 de dia 28, afetando todos os turnos e horários de trabalho. Segundo o sindicato, a greve abrange a totalidade dos trabalhadores, independentemente da carreira, categoria profissional ou vínculo laboral.
Principais Motivações da Greve
Na origem desta ação de protesto está o impasse negocial com a União das IPSS dos Açores (URIPSSA) e a União das Misericórdias (URMA). O SINTAP aponta a ausência de acordo na atualização das tabelas salariais para 2026 e a falta de concretização da valorização profissional no sector social.
Entre as reivindicações e objetivos da greve, o sindicato destaca:
- Atualização Salarial: Exigência da conclusão rápida das negociações dos aumentos salariais de 2026, com garantia de aplicação aos trabalhadores e pagamento dos respetivos retroativos;
- Valorização de Carreiras: Aproximação gradual das remunerações das carreiras técnicas e superiores às remunerações praticadas na Administração Pública;
- Condições de Trabalho: Melhoria geral das condições laboratoriais e redução gradual do horário de trabalho para as 35 horas semanais;
- Resposta Célere: Apelo à URIPSSA e à URMA para dar resposta às propostas apresentadas pelo SINTAP;
- Sinal de Insatisfação: Demonstrar o desagrado dos profissionais que asseguram diariamente respostas sociais essenciais à população perante o contínuo atraso na sua valorização.
O SINTAP considera "inaceitável" que os trabalhadores do sector social nos Açores continuem sem respostas concretas, justificando o recurso à greve como a forma necessária para exigir a resolução destas matérias pendentes.




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