O tempo passa, mas a saudade permanece intacta no coração daqueles que a amam. Assinala-se hoje o aniversário de falecimento da povoacense Lélia Sisalda Mendonça Furtado, uma partida prematura que deixou um vazio impossível de preencher, mas também um rasto de luz e memórias que o tempo jamais apagará.
A vida, na sua vertente mais imprevisível, bateu-lhe à porta sem aviso. Foi a 1 de abril de 2016 que o infortúnio se cruzou no seu caminho, ao ser encontrada inanimada, tardiamente, no seu local de trabalho. Vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) — uma condição onde cada segundo dita o destino e onde as chamadas "horas de ouro" pelos profissionais de saúde são cruciais —, Lélia iniciou ali uma dura batalha.
Com a resiliência que lhe era característica, Lélia lutava pela recuperação. À medida que os dias avançavam, a esperança de paulatinamente a vermos regressar à nossa convivência crescia e animava todos os que a rodeavam. Contudo, o destino voltou a ser cruel. Na tarde de quinta-feira, 9 de junho de 2016, um segundo AVC, desta vez fatal, roubou-nos essa oportunidade e quebrou as nossas melhores expectativas.
Dois dias depois, a 11 de junho de 2016, com apenas 47 anos de idade, Lélia Furtado partiu rumo a Deus Pai, deixando a Povoação e todos os seus entes queridos mergulhados numa profunda consternação. Partiu cedo demais, no auge da vida, mas a sua essência e o seu sorriso continuam vivos na mente de quem teve o privilégio de partilhar a vida com ela.
"Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós."
Neste dia de lembrança e recolhimento, unimo-nos em pensamento e oração, celebrando a mulher, a amiga e a povoacense que tanto estimávamos.
Que a sua alma descanse em Paz e que a Luz Perpétua a ilumine.



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