| Foto de: Um Olhar Povoacense |
Quem passa pela estrada regional entrada e saída da nossa Vila já se habituou à imponência da rocha de "pedra da Povoação" (ou "pedra da Vila"). Este ignimbrito — rocha vulcânica cinzenta e castanha resultante de antigas erupções explosivas de caldeira — faz parte da identidade de São Miguel, muito presente na nossa construção civil e arte escultórica. No entanto, o que é um monumento natural da nossa paisagem transformou-se num perigo iminente para quem aqui passa todos os dias.
Na última noite, desprenderam-se mais dois pedregulhos desta encosta. Embora os detritos tenham sido recolhidos durante a tarde de hoje, deixando a via novamente limpa, o problema de fundo continua por resolver. A limpeza rápida resolve a estética imediata, mas esconde um perigo real e ativo.
As fendas na rocha são perfeitamente visíveis a olho nu e deixam claro que, mais dia menos dia, um bloco significativo de pedra se vai desmoronar. Um olhar mais atento e de perto revela o pior: há mais pedras já soltas no interior das fendas, instabilizadas pela trepidação constante do trânsito, especialmente com a passagem de veículos pesados.
Até agora, tem sido uma questão de pura sorte. A zona é muito frequentada por pedestres e viaturas, e é um alívio que ninguém tenha saído ferido destes últimos incidentes. Mas a sorte não é eterna.
Será que as autoridades competentes estão atentas a esta situação? Limpar o chão depois de a pedra cair não chega; é preciso prevenir o colapso estrutural que se avizinha. Fica o apelo público a quem de direito: façam o favor de agir antes que seja tarde demais.



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