Estar doente nos tempos que correm é carregar peso de dupla dor: a causada pela doença e a que nasce dos medos e incertezas de como entrar no sistema de saúde, incapacitado como está. É nisto que penso neste Dia Mundial do Doente. Um medo que nos leva ao sofrimento silencioso até ao último limite. Médicos de família que o são de nome apenas, listas de espera em hospitais, exames retardados ou cancelados... Tudo! E o corporativismo de classes a dominar o xadrez e a gerir a existência ou não de profissionais de saúde.
Olhar com esperança não fecha o palco ao realismo da dor de milhares de pessoas. Que hoje merecem ser lembradas.
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