segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

INQUÉRITO EUROPEU REVELA QUE EXISTE UMA INCOMPREENSÃO GENERALIZADA SOBRE A OBESIDADE

Quase metade dos inquiridos desconhece que a obesidade é uma doença crónica

Um inquérito realizado pela Novo Nordisk em cinco países europeus revelou que quase metade (43%) dos inquiridos desconhece que a obesidade é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crónica complexa. Menos de metade dos inquiridos (48%) sente que a sociedade encara a obesidade como uma doença, prevalecendo a perceção de que se trata apenas de uma escolha de estilo de vida. Este desconhecimento generalizado alimenta a narrativa errada de que para tratar a obesidade basta “comer menos e praticar mais exercício”.

O inquérito revela também o profundo sentimento de isolamento e de estigmatização sentido pelas pessoas que vivem com obesidade. Uma larga maioria dos inquiridos reconhece o forte estigma associado à obesidade, com 85% a considerar que as pessoas que vivem com a doença enfrentam preconceito de grau moderado a muito elevado devido ao seu peso. Além disso, 81% acreditam que as expectativas culturais em relação à imagem corporal e ao excesso de peso têm um impacto negativo significativo nos indivíduos.

Porém o impacto da obesidade vai além da questão física: 89% das pessoas que vivem com obesidade relatam consequências negativas na sua saúde mental, sendo que, 72% classificam esse impacto como moderado a grave. Já 86% dos inquiridos sentem que a doença afeta as suas interações sociais, com 66% destes a referirem um impacto moderado a grave.

Acresce que, a pressão das resoluções associada ao início de um novo ano, pode ser particularmente estigmatizante para quem vive com obesidade. O inquérito indica que 55% dos indivíduos com obesidade que tentam mudar a abordagem ao seu peso durante o mês de janeiro, apontam a falta de apoio como a maior barreira à manutenção deste objetivo. Apenas 18% das pessoas com obesidade afirmam sentir que os profissionais de saúde compreendem totalmente as suas preocupações e problemas.

O inquérito indica ainda que, 73% das pessoas que vivem com obesidade, concordam que o debate em torno da doença deve centrar-se mais na conquista de saúde e bem-estar em geral e não apenas nos números na balança.

O conjunto de conclusões sublinha a necessidade urgente de mudar o debate sobre o peso, indo além do discurso da força de vontade individual e assumindo uma abordagem mais holística e partilhada por toda a sociedade.

A cultura das resoluções de Ano Novo, embora bem-intencionada, reforça frequentemente uma visão simplista e negativa da obesidade, o que pode resultar numa culpabilização e num estigma profundamente injusto quando os esforços falham.

Por tudo isto, a Novo Nordisk tem apelado a uma mudança de narrativa e de práticas. Defende que é necessário abandonar a culpabilização e avançar para uma abordagem à obesidade mais empática, eficaz e baseada na ciência. Em vez de centrar atenções na responsabilidade individual e em resoluções temporárias, é essencial direcionar o foco para a importância do bem-estar geral e dos cuidados baseados numa rede de apoio composta por profissionais de saúde, família, amigos e grupos comunitários, para promover uma saúde sustentável e de longo prazo.

A obesidade é um dos maiores desafios de saúde atuais, afetando 1 em cada 7 pessoas em todo o mundo, prevendo-se que impacte 2 mil milhões de pessoas na próxima década. Para muitas pessoas, isto significa viver com menos saúde, menos qualidade de vida e privação de bem-estar, representando um peso social e económico significativo para a sociedade.

 

Principais conclusões do inquérito conduzido pela Novo Nordisk:


  • 55% dos indivíduos com obesidade que tentam gerir o seu peso apontam a falta de apoio como a maior barreira à manutenção dos seus esforços.
  • 43% dos inquiridos desconhecem que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a obesidade como uma doença crónica.
  • Menos de metade (48%) das pessoas que vivem com obesidade sente que a sociedade compreende a obesidade como a doença crónica, vendo-a, em vez disso, como uma opção de estilo de vida.
  • 85% dos inquiridos consideram que as pessoas que vivem com obesidade são estigmatizadas de grau moderado a muito elevado devido ao seu peso, e 81% acreditam que as expectativas culturais relativamente à imagem corporal e ao excesso de peso têm um impacto negativo nos indivíduos na sociedade atual (impacto negativo moderado a extremo).
  • 73% das pessoas que vivem com obesidade concordam que o debate deve centrar-se mais na conquista de saúde e bem-estar em geral e não exclusivamente na perda de peso.
  • 89% das pessoas com obesidade afirmam que a doença tem um impacto negativo na sua saúde mental (72% de impacto moderado a grave) e 86% referem que esta afeta as suas interações sociais (66% de impacto moderado a grave).
  • Apenas 18% das pessoas com obesidade sentem que os profissionais de saúde compreendem totalmente as suas preocupações e problemas.

 

Sobre o inquérito:


  • O inquérito foi conduzido pela Focal Data, em nome da Novo Nordisk na Alemanha, Itália, Polónia, França e Espanha, entre os dias 11 e 15 de dezembro de 2025.
  • Foram inquiridos 10.452 adultos numa amostra representativa (2.000 por país), incluindo um grupo de 2.617 indivíduos que vivem com obesidade. As amostras apresentaram um equilíbrio de género.
  • O inquérito cumpre todas as diretrizes da Market Research Society (MRS).


Sobre a Novo Nordisk

A Novo Nordisk é uma empresa líder global no setor da saúde, fundada em 1923 e com sede na Dinamarca. O nosso propósito é impulsionar a mudança para derrotar doenças crónicas graves, apoiados no nosso legado no tratamento da diabetes. Fazemo-lo através de descobertas científicas pioneiras, da expansão do acesso aos nossos medicamentos e do trabalho para prevenir e, em última análise, curar as doenças que tratamos. A Novo Nordisk emprega cerca de 78.500 pessoas em 80 países e comercializa os seus produtos em cerca de 170 países.


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