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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

POSIÇÃO CONJUNTA DE ESCOLAS PROFISSIONAIS DA ILHA DE S.MIGUEL

A maioria das Escolas Profissionais da ilha de S. Miguel reuniram recentemente, tendo como objetivo procederem à análise da atual situação da Formação Profissional, bem como encontrar pontos comuns que apontem soluções para os problemas que têm vindo a enfrentar.

Foi constatada a existência de um conjunto de preocupações comuns, sobre diversos aspetos, que estão a contribuir para degradar a formação profissional, o papel e a situação financeira das escolas profissionais, e o desejo de poderem dar um contributo mais ativo no funcionamento do PO Açores 2020.

As preocupações expressas e comuns a todas as Escolas Profissionais prendem-se com a desvalorização do ensino profissional, face nomeadamente a um conjunto de fatores, como é o caso da oferta de formação profissional indiferenciada no ensino regular, havendo em muitas áreas geográficas excesso de oferta por parte do ensino regular, substituindo-se, de forma pouca eficaz às Escolas Profissionais, cuja qualidade e reconhecimento do ensino ministrado é inquestionável, e também pelas altas taxas de empregabilidade conseguidas.

São também preocupações das escolas profissionais, a desigualdade de regras e de exigências entre o ensino regular “profissional” e o ministrado nas escolas profissionais, a falta de perspetivas e de orientações públicas e os aspetos financeiros, que colocam uma grande incerteza sobre o futuro destas escolas. Estas situações estão a contribuir para a degradação da situação das escolas profissionais.

As Escolas Profissionais pretendem contribuir de forma ativa e participativa para a definição da estratégia de médio e longo prazo, na definição das políticas nesta área, de modo a salvaguardar a qualidade do ensino profissional e dar continuidade ao importante papel desempenhado, ao longo de mais de 25 anos, na melhoria da qualificação dos recursos humanos.

Foi ainda decidido alargar esta discussão a todas as escolas profissionais da Região, com quem já partilharam as conclusões da primeira reunião, as quais também foram entregues ao Governo dos Açores na reunião ocorrida no dia 27 de julho na Direção Regional do Emprego e Qualificação Profissional e também iniciar um processo de organização entre as escolas.

Escolas Profissionais de S. Miguel

-Escola Profissional da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada

-Escola Profissional da APRODAZ

-Escola Profissional da Povoação

-Escola Profissional do Nordeste

-Escola Profissional da Ribeira Grande

-Escola Profissional da MEP

-Escola Profissional EPROSEC


MEMORANDO SOBRE A POSIÇÃO CONJUNTA DAS ESCOLAS PROFISSIONAIS

As Escolas Profissionais presentes tomaram posição nas seguintes áreas:

Financeira

- Preocupação crescente com o acumular da dívida.

- Constrangimentos de tesouraria

- Cursos Reativar - Análise dos pedidos de pagamento com razoabilidade, por serem processos encerrados contabilisticamente, cuja expetativa de receita foi registada em conformidade com os custos incorridos;

- Limitação do número de cursos, principalmente de cariz profissional que não são suficiente para a cobertura dos atuais custos de estrutura das Escolas Profissionais.

 - Oportunidade de reforçar o papel das Escolas profissionais na reprogramação do PO Açores 2020;

 - Criar soluções flexíveis de financiamento que evitam a penalização das Escolas por desistências de formandos.

Oferta formativa e constrangimentos das Escolas Profissionais

 - Desvalorização do ensino profissional com a oferta de formação profissional indiferenciada no ensino regular;

 - Excesso de oferta do ensino regular, substituindo-se às escolas profissionais;

 - Retenção de alunos nos cursos profissionais nas escolas do ensino regular que deviam ser encaminhados para o ensino profissional;

 - Imposição de oferta formativa sem ter em consideração as reais necessidades do mercado- distribuição de cursos sem critérios;

 - Ausência de estratégia a médio e longo prazo para o ensino profissional a nível global que condiciona as Escolas Profissionais;

 - Esvaziamento das Escolas Profissionais sem encontrar alternativas credíveis e com capacidade de desenvolver uma oferta alternativa e de qualidade.

OUTROS ASSUNTOS:

Planificar o futuro em relação ao financiamento do Ensino Profissional na Região, considerando que após o Portugal 2020 não se poder antever, em ordem a suprir o FSE / Orçamento Regional, caso o FSE já não venha a abranger a Região Autónoma dos Açores tal como já sucede no Continente, nas Regiões que deixaram de ser considerados objetivo 1.

Igualmente, considerar a rede desejável de EPs para o futuro, considerando as especificidades Regionais a nível de Ilha e Concelhios.

ESCOLAS PROFISSIONAIS DE SÃO MIGUEL QUEREM MAIS APOIOS DO GOVERNO (VÍDEO)

Numa posição conjunta, as escolas consideram que o ensino profissional tem vindo a ser desvalorizado face ao ensino público regular.

As escolas profissionais de São Miguel estão preocupadas com o futuro, nomeadamente no que diz respeito à oferta formativa e distribuição de cursos, exigindo respostas ao Governo Regional.

António Gaspar da Silva, diretor da escola profissional APRODAZ, considera que existem penalizações e regras no ensino profissional, que não são aplicadas no ensino regular e que isso condiciona as atividades das escolas profissionais.

Jornal da Tarde RTP/Açores carregue no link abaixo e visualize o vídeo:


Povoação, Quarta-feira, 9 de agosto de 2017.


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