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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

NATAL

Recordo o alegre Natal
Do meu tempo de criança
Nunca mais houve outro igual
Que me desse tanta esperança.

Que saudade da lareira
Onde punha o sapatinho
E da velha laranjeira
Plantada junto ao azevinho.

E aquele cheiro do verde pinho
Espalhado no terreiro chão
Que aos braçados com carinho
O Pai trazia do pinhal coração.

Onde estará a cómoda
Que a Mãe com fervor
De camélias e trigo como era moda
Ao menino Jesus enfeitava com amor.

E a mesa da consoada
Biscoitos laranjas e figos passados
Vinho licores e massa sovada
Pão carne e rebuçados.

E na igreja do povoado
Alegres repicavam os sinos
E no presépio em palhas deitado
Sorria Jesus a todos os meninos.

E alegres todos cantavam
Nesta noite de amor e luz
E as mãos todos davam
Acariciados com o olhar meigo de Jesus.

Benjamim Carmo


Povoação, quarta-feira, 21 de dezembro de 2016.

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