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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

EM TEMPO DE ADVENTO Venha a nós o Vosso Reino

Anda à solta o vento sibilante, largam as folhas as árvores e rodopiam no chão em louca dança. De quando em vez generosa cai a chuva, numa azáfama andamos nós, de rua em rua, de comércio para comércio com o bolso vazio ou cheio para adquirirmos algo talvez supérfluo para uma decoração “folclórica”, é que o Natal está à porta, é tempo de sonhar, de sonhos vive o homem, por um dia ou dois, vestimos o “manto da Santidade” e somos generosos praticando a caridadezinha apregoada. Festejar o aniversário do nascimento do Menino Jesus será atualizar hoje o gesto de Jesus, incarná-lo, fazê-lo nosso se formos capazes de assumir a defesa do homem carente seja ele quem for sem olharmos a credo ou cor como fez Jesus e faz incarnado no homem da boa vontade, o homem que Deus ama, que renuncia, que se despoja. Jesus que era de condição divina não reivindicou o direito de ser igual a Deus, mas despojou-se a si mesmo tomando a condição de servo, tornando-se semelhante aos homens (Filipenses 2.5-7).

Se amarmos como Jesus amou será Natal e a paz ficará entre nós neste mundo conturbado.

O lobo habitará com o cordeiro, o leopardo se deitará ao pé do cabrito, o novilho, o leão e a ovelha viverão juntos e um menino pequeno os conduzirá. O novilho e o urso irão comer às mesmas pastagens e as suas crias descansarão umas com as outras, o leão comerá palha com o boi e a criança brincará com a serpente. Eles não farão mal algum nem matarão em todo o meu santo monte. (Isaías cap. XI). Parte de texto do velho testamento (livro sagrado) anunciado pelo profeta Isaías, talvez digamos é poético ou inverosímil o homem pode assim sintetizar, vendo homens agonizantes, mares prados e montes, se o homem disser sim à vida e não à morte, ressurgirá vida em abundância, nunca o esqueçamos “toda a criatura verá a salvação de Deus” Lucas 3.1-6. Deixemos as mortíferas armas da indiferença, do desprezo, do ódio quando aceitarmos o homem com as suas limitações, a paz estará entre nós. Quantas vezes caminhamos na vida com o coração vazio de fraternal amor indiferentes aos males alheios e quantos marginalizados que vivem numa “harmonia” magoada, parafraseando o poeta Ary dos Santos, “deitados em lençóis de água”, e somos impiedosos Herodes e lavamos as mãos como Pilatos. Senhor, todos os dias te pedimos: Venha a nós o Vosso Reino, esperando, somos algozes a vilipendiar e na carnificina dos Santos inocentes pregamos-te na Cruz. Nasce, Senhor, nos corações atribulados dos que trilham caminhos incertos. Vem Jesus Menino para que sejamos pastores espantados e deslumbrados com a luz que irradias, incendeia o nosso coração em erupção da Paz. Jesus, és elo de união entre Deus, mulheres e homens de boa vontade a quem tanto amas.

A todos um Natal de esperança e amor.

Benjamim Carmo

Povoação, segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

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