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quinta-feira, 23 de junho de 2016

MOLEIRO DE OUTRORA

Andava o moleiro na freguesia
Recolhendo o grão pra moer
No seu velho moinho
Assim passava o dia
Vezes sem conta sozinho
Sem nunca esmorecer

Com tantos cuidados
Com grão e ternura
Fazia a farinha
Que é pão de ventura
Prá fome matar
A tanta boquinha

Ai moleiro que trôpego estás
E vais de porta em porta
Levando farinha pró pão
Estás velho cansado
Isso que importa
Senão envelhece o teu coração

Quando a noite se avizinha
Regressava a casa o moleiro
Prós filhos e mulher abraçar
Roupa suja de farinha
De labutar o dia inteiro
Pró pão a todos dar.

 Benjamim Carmo


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