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terça-feira, 14 de junho de 2016

FRANCISCO COSTA UM NOME DE REFERÊNCIA DA FREGUESIA DE R. QUENTE NO SEIO DA CLASSE PISCATÓRIA

Faz hoje um ano que desapareceu inesperadamente e prematuramente da nossa convivência o Francisco Costa, um nome de referência da freguesia da Ribeira Quente no seio da classe piscatória.

Francisco Melo Costa nasceu a 1 de maio de 1971, natural da Freguesia de Ribeira Quente, Concelho de Povoação, filho de Manuel da Costa e de Maria Lúcia Sousa Melo, o mais novo dos irmãos do sexo masculino (4 rapazes e 2 raparigas).

O cidadão ribeiraquentense Francisco Costa é e foi sem dúvida um nome de referência da comunidade piscatória concelhia, iniciando as lides do mar por volta dos seus 14/15 anos aproximadamente. Faleceu inesperadamente no dia 14 de Junho de 2015, sendo apontado como causa provável da morte um ataque agudo do miocárdio, contava 44 anos de idade, e foi um enorme choque para toda a comunidade piscatória da Freguesia de Ribeira Quente.

Um Olhar Povoacense em jeito de homenagem a este bravo do mar vem dar a conhecer aos seus seguidores um pouco da história deste povoacense filho da Ribeira Quente e que o digam os seus amigos. Era uma pessoa muito  humilde e respeitadora, simples na sua maneira de ser,  amiga de fazer o bem, em especial aos que mais necessitavam,  muito tímida por natureza desde criança e de poucas conversas, mas muito persepicás  a tudo e a todos que lhe rodeavam. Apesar dele ser humilde e por excelência saber que a sua arte de pescar era a sua grande paixão  e, ser admirado por todos por ser um bom pescador,  ele nunca se vangloriava,  porque a humildade o ensinou a aceitar os altos e baixos da vida, e que na realidade, apesar de todas as diferenças, ninguém é melhor do que ninguém, porque cada qual tem o seu valor, e o Francisco também tinha o seu.

Desde muito novinho, dos 6 anos de idade em diante, a sua família pensava que o Francisco viria a exercer a profissão de carpinteiro, porque estava quase sempre com madeira (tábuas), martelo e pregos nas mãos. Mas por volta dos seus 14/15 anos de idade decidiu enveredar pela profissão predominante na sua freguesia, contra a vontade de sua mãe e do seu irmão (mais velho) João, porque na família não havia pescadores. Assim foi a vontade do Francisco, indo trabalhar para a embarcação do Mestre pescador Jorge Braga, sendo aí que começou a desenvolver a sua habilidade nesta difícil arte da pesca. O ribeiraquentense Jorge Braga foi o primeiro Mestre a tê-lo como aprendiz de pescador na sua embarcação, sendo o próprio convidado pelo Francisco para seu padrinho do Crisma.

O Francisco iniciou-se como vigia de peixe, pois era exímio a detetar bancos de peixe, aliás, uma fama que o marcou de tal forma que todos os Mestres o queriam para o seu barco, mas nunca se comprometeu com ninguém, a não ser na traineira do Senhor António Rita Amaral.

Entretanto o Francisco é convidado a integrar a embarcação dos Pareces na ilha de Santa Maria, desafio que aceitou juntamente com o Sr. Tomé, José Ferramenta “Sapateiro” (falecido) e Tiago Costa prestando serviço por um período aproximadamente de um ano.

A determinado momento o Francisco decide ter o seu próprio barco de nome “Glória” e com o decorrer da sua atividade e vendo-a crescer com alguma abundância, necessita de uma embarcação de maior porte e foi o seu grande amigo Óscar que o construiu, ao qual deu o nome de “Saulo”.

De salientar que no seu percurso como pescador por conta própria o Francisco sempre foi o bom contribuidor das festividades da sua querida e amada terra, apoiando com donativos de peixes e caranguejos as mordomias e Igreja.

Para além da sua audácia para a pesca e do seu empenho nesta arte, o Francisco enquanto jovem, gostava de praticar desporto e, até jogou uma época no Praiense, clube da freguesia (segundo testemunho recolhido) com uma boa prestação. Outro testemunho recolhido disse “O Francisco enquanto adolescente era um excelente médio-centro, uma vez marcou um grande golo de livre direto no campo de jogos do Externato, cá de trás, tipo Carlos Manuel do Benfica”.  

Claro que muito mais há a dizer sobre este exemplar cidadão e grande pescador ribeiraquentense, que infelizmente nos deixou prematuramente, sem qualquer aviso, sem que nada o fizesse prever, sendo um grande choque e consternação para a sua comunidade, em especial para os seus familiares e amigos. Aqueles que conviveram de perto com o Francisco diariamente na sua arte são quem poderão dar o seu fiel testemunho, bem como os seus amigos mais íntimos.

Testemunho

António Furtado "Caneta" para os amigos (empregado do Francisco)

“Foi com muita tristeza e pesar que recebi a notícia da morte do meu querido grande amigo e patrão, uma pessoa impecável e que confiava muito em mim, tínhamos uma grande cumplicidade. Até ao dia de hoje é muito difícil acreditar que tenha partido. A Freguesia da Ribeira Quente perdeu um filho desta terra, querido por todos, um homem do mar que era respeitado por todos nós pescadores.

Paz à sua Alma!”

João Costa Brilhantina
Povoação 14 de junho de 2016.

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