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quarta-feira, 20 de abril de 2016

ESTÓRIAS... TURISMO CASEIRO

Era tio José mariense genuíno sabendo levar a água ao seu moinho, proprietário de uma carroça e de uma égua e não só…

Era a égua uma estampa de animal, em dia de (São Parece) barcos que faziam ligação entre ilhas em especial São Miguel – Santa Maria…

Estando ti José no cais vi um turista que estava a deambular com a mala de viagem suspensa na mão ora a pousava, ora a levantava, barafustava e ficava a olhar para a estrada…

Deduziu Ti José que o turista queria táxi e no momento não havendo algum por ali dirigiu-se ao turista e arranhando a língua inglesa perguntou…Airport…Hotel?

Turista…yes…yes

Agarrou na mala ti José e colocou-a na carroça dizendo ao turista Camano, gesticulando apontando a caixa da carroça e disse-lhe…

Sidano…senta…ai este cu…!

E lá foram subindo a estrada da Birmânia de carroça ia o americano apreciando as babosas e teneiras plantadas em nesgas de terra e rocha dizia…Wonderful…Wonderful… (maravilhoso).

Ti José não entendendo o que o americano dizia respondeu…Dá pulo…dá pulo amanha-te que também me amanho. Andar de carroça é assim.

Eu quero é que me dês umas verdinhas…!

Sorria o americano e nada entendia do que ele dizia…

Ao chegarem ao Hotel perguntou o americano quanto devia. How much?

Ti José não entendendo…Queres mais!?

Eu tenho mais que fazer…Aqui é o Hotel. Apontando.

O americano abrindo a carteira e mostrando as notas assim ti José entendeu e tirou três notas de vinte dólares e sorrindo com um aceno de mão disse bay ao americano.

Dia soalheiro, estavam rapazes a jogar futebol numa pastagem e a mãe de um deles chamava, chamava, e por, mais que chamasse, o rapaz não ligava.

E lá dizia ela: - Ó António anda cá…Ouviste?

Quando chegares a casa vais levar uma sova…

Presenciando a cena ti José disse para a mulher…

Ó Sr.ª a minha égua é mais obediente que o seu filho…

Sr. José não diga baboseiras, a sua égua não pode ser mais obediente que o meu filho…

A Srª. já vai ver…

E dando um forte assobio e chamando…Vem cá Rosa…

Veio a égua a trote para junto do dono…

Ficou a mulher de boca aberta.
Eu disse que ela era mais bem ensinada que o seu filho.

Obei nunca tal tinha visto…Isto é um animal fino...!

Esta peripécia aconteceu ao meu “amigo Leonel” da Lomba do Carro Povoação quando foi visitar seus filhos que vivem no Canadá. Na ida estando à pedaço instalado no avião deu-lhe vontade de ir à casa de banho ia para se levantar quando o avião baixou de repente voltando logo depois a estabilizar só que ao Leonel passou-lhe a vontade de urinar, e só se levantou quando o avião aterrou no Aeroporto de Toronto… seus filhos estavam à sua espera na aerogare: muita festa p’ra festa uma ou outra furtiva lágrima à mistura com sorrisos…

Dias depois estando só em casa do filho e nora que tinham ido trabalhar para a sobrevivência de cada dia; no falar do Leonel estava farto de ver talaveja foi passear para desentorpecer as pernas entusiasmado para tudo olhava no regresso a S. Miguel preciso contar as novidades. Entrou numa rua depois outra e mais outra dançou o balho furado e viu-se perdido, para encontrar a casa do filho no dizer da nossa gente: agora é k a porca torce o rabo! Como a senhora Chamarrita também e um “sto homem” e bem ou mal rezava a Deus para o ajudar, deu voltas à Chamarrita e como ela saiu cedo, ao inverso queria regressar a casa e não atinava…entrou depois numa linguagem de mistura, e ao primeiro que pediu…É sinhó p’las almas leva-me a casa do meu filhe! Eu já nãm sei onde é? Eu tou perdido! Como resposta… No speak english…

Só sabendo falar português o Leonel ficou confuso com esta resposta mas prosseguiu com o pedido obteve como resposta… No speak portuguese!

No portuguese – Italy Leonel ta`li. Ta`li onde? Italy- Italy – Palermo… Retorquiu Leonel: vá chamar palerma a quem te fez o focinho mal amanhado! Era o que me faltava, eu cria ver esta burra velha à procura da casa como eu!

No capice... no capice.ciao…ciao

As tantas lá apareceu alguém que o levou a casa…um policia que falava português e a quem Leonel deu o endereço que trazia com ele, respirou o Leonel de alívio, e nunca mais foi ao Canadá…

Quanto ao Benjamim viaja no galinheiro…

Benjamim Carmo

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