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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

PAIS E ALUNOS DA ESCOLA BÁSICA DA POVOAÇÃO COAGIDOS

Os alunos da Escola Básica e Secundária da Vila da Povoação assinaram esta semana um documento a favor de uma nova Escola na Povoação, alguns deles de tenra idade com apenas 10 anos, sem o consentimento dos pais e encarregados de educação.

Ao que tudo leva a crer, os alunos foram abordados para a assinatura do documento no próprio tempo e espaço de aula e impelidos a assinar por estudantes mais velhos, coadjuvados pelo próprio professor.

Relatos houve que outras alturas também os pais foram abordados para assinarem documentos similares em ocasiões menos propícias, como por exemplo no momento da entrega de notas escolares.

O que está em causa é a postura de como o assunto foi tratado. Um documento foi assinado por crianças dentro da sala de aula, sem o consentimento dos encarregados de educação, com a ajuda do/a professor/a que, ao que tudo indica, as incitou a assinar, precisamente no dia anterior à visita à Escola da Comissão dos Assuntos Sociais da ALRA e porque “no dia seguinte vinham senhores políticos do Governo e era preciso fazer força para a nova Escola”, assim parece ter sido dito.

A grande questão que se coloca é a seguinte: muitas são as vezes que estas mesmas crianças e jovens levam para casa documentos para os pais/encarregados de educação assinarem e autorizarem. Muitas são a vezes que a escola apregoa ser fundamental o envolvimento dos pais na vida escolar dos seus filhos. Contudo, o que se passou, com este episódio, foi totalmente ao contrário. Não houve nenhuma comunicação para casa a pedir a autorização para o aluno poder assinar este documento que foi rubricado por crianças e jovens que se encontravam, na sua maioria, dentro da sala de aula com o auxílio do professor, numa atitude que alguns pais consideram ter sido de pura coação.

Há ainda a situação de que a escola já afirmou publicamente que não se responsabiliza pelos alunos que estejam dentro do estabelecimento de ensino, mas fora do horário escolar. Na prática, isso quer dizer que um aluno não pode, por exemplo, frequentar a biblioteca fora do horário escolar porque a instituição não se responsabiliza pelo que acontecer a este mesmo aluno dentro do espaço escolar. No mínimo absurdo!

Povoação, 22 de outubro de 2015


Gabinete de Comunicação e Imagem da Câmara Municipal da Povoação

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