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quinta-feira, 18 de junho de 2015

ASPIRINA AJUDA A CURAR CANCRO DA MAMA

Laura Taylor / Flickr
Uma equipa de investigadores norte-americanos descobriu que a toma regular de aspirina ajuda a combater o cancro da mama.

Estes especialistas da Unidade de Investigação Oncológica de um Centro Médico do Kansas, nos EUA, apuraram que a aspirina e outros medicamentos com composição similar tem uma influência positiva na cura do cancro da mama.

O estudo liderado pelo médico Sushanta Banerjee, director da unidade de investigação, vai ser publicado na edição de Julho da revista Laboratory Investigation.

A pesquisa demonstra que as moléculas do ácido acetilsalicílico, vulgarmente conhecido por aspirina, prejudicam a vida das células do cancro da mama. Grandes doses de aspirina matam-nas, enquanto que concentrações mais pequenas travam o seu crescimento, de acordo com o estudo.

Esta análise permitiu ainda comprovar que a aspirina bloqueia as células cancerígenas, impedindo que estas se espalhem pelo organismo e que se manifestem de novo, após períodos de tratamento à doença.

Um dos grandes problemas do cancro da mama é a grande probabilidade de voltar a manifestar-se, ao cabo de 5 a 10 anos, porque uma parte das células cancerígenas são células-mãe que sobrevivem à quimioterapia, ficando numa espécie de estado de hibernação. Quando voltam a despertar, essas células ressurgem de forma mais agressiva.

“Descobrimos que a aspirina leva a que estas células cancerígenas residuais percam as suas propriedades de auto-renovação. Basicamente, não podem crescer ou reproduzir-se”, explica Sushanta Banerjee numa nota de imprensa.

A aspirina pode, assim, ser tomada depois de se fazer quimioterapia “para prevenir uma recaída e manter a pressão” sobre as células cancerígenas ou pode ser ingerida “preventivamente”, acrescenta o investigador.

O médico alerta, contudo, que não deve passar a tomar aspirina sem consultar o seu médico, até porque o consumo diário deste medicamento está associado a problemas de saúde, nomeadamente o risco de hemorragias gastrointestinais.

É preciso pesar esse risco com o risco do cancro, afirma Sushanta Banerjee, que afirma tomar ele próprio uma aspirina, todos os dias, há três anos.

Fonte: SV, ZAP

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