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domingo, 25 de janeiro de 2015

OS NOSSOS TALENTOS: HUGO ARAÚJO É UM JOVEM AÇORIANO NA ORQUESTRA SINFÓNICA MUNDIAL

Hoje a imprensa regional, Jornal Correio dos Açores, apresenta na sua rubrica “Os nossos talentos” o jovem povoacense Hugo Araújo, em entrevista conduzida pelo Dr. António Pedro Costa.

É um orgulho para nós povoacense ver apresentados e reconhecidos na imprensa regional os jovens talentos povoacenses.

Transcrevemos na íntegra a entrevista conduzida pelo Dr. António Pedro Costa ao jovem talento povoacense Hugo Araújo no Jornal Correio dos Açores:

Hugo Araújo encontra-se em Espanha, integrando a Orquestra Sinfónica Mundial JMJ. Este jovem açoriano, natural da Lomba dos Pós, da Vila da Povoação, é filho de outro grande músico povoacense, Laurindo Araújo, e foi admitido a participar naquela Orquestra de nível internacional, sendo um orgulho para todos os povoacenses, por verem este filho da terra premiado, depois destes anos de dedicação à sua brilhante carreira musical. Hugo Araújo é o primeiro povoacense e açoriano a conseguir este feito, graças à sua abnegação no difícil e competitivo mundo da música clássica.

Correio dos Açores - Conta-nos como despertaste para a música.

Hugo Araújo - Comecei os meus estudos no trompete por influência do meu pai. Dei os primeiros passos com ele e, rapidamente, comecei a desenvolver o meu gosto musical e a delinear objectivos. Sempre fui uma pessoa muito ambiciosa e o meu maior sonho, enquanto músico, é ser melhor a cada dia, acreditar no meu trabalho para um dia mais tarde, se possível, arrecadar um lugar numa orquestra. Também uma das coisas que me fascina é o ensino nesta arte e sobretudo na prática do trompete

Qual ou quais os mentores de referência na tua carreira de músico?

Quanto aos mentores que considero relevantes na minha carreira, gostaria de começar pelo Dinamarquês Kristian Steenstrup e o Austríaco Martin Angerer. São pessoas com ideias extraordinárias e com uma capacidade de ensino acima da média. Além de excelentes músicos, são também pessoas com uma vasta cultura e com uma experiência muito sólida. Qualquer um deles teve um percurso musical como qualquer outro estudante de música, mas sem dúvida se destacaram pelo seu enorme talento e capacidade de ensinar.

Que concerto destacas neste teu percurso?

O concerto que mais destaco na carreira de um trompetista é sem dúvida o concerto de Haydn em Eb para trompete e orquestra. Normalmente é o concerto pedido nas provas de admissão para as grandes orquestras. Este concerto clássico é de uma transparência relevante, pois é um concerto muito delicado em que todo o aspecto mecânico do instrumento, bem como a analogia do gosto musical e fidelidade à época do concerto é avaliada. Este tipo de Dicotomia é um desafio para um trompetista, sendo que um júri numa prova de admissão para uma orquestra é capaz de perceber ou avaliar que tipo de som ou que tipo de articulação mostra o candidato apenas nas primeiras três notas do concerto.

O que pensas do papel de uma Orquestra Sinfónica dos Açores?

Na minha opinião, um agrupamento sinfónico nos Açores era uma mais-valia para o avanço da cultura musical Açoriana. Ter uma orquestra sinfónica nos Açores é um projecto que requer tempo, muita dedicação e principalmente pessoas com experiência no ramo musical e cultural a esse nível. Uma orquestra sinfónica é vista como
o topo da carreira de um instrumentista, e havendo um agrupamento desses nos Açores iria ser para todos os estudantes uma motivação e uma forma de atingir um objectivo.

Preferes dirigir ou ser executante de uma orquestra ou de uma Banda
Filarmónica?

Neste momento sou instrumentista de orquestra e adoro o que faço. Direcção de orquestra ou filarmónica? Quem sabe um dia!

Qual o sentimento de integrar a Orquestra Sinfónica da Jornada Mundial da Juventude sediada em Madrid?

A minha primeira sensação, ao entrar em Madrid, foi a de todo o meu trabalho ter sido recompensado e que acreditar num objectivo e no nosso trabalho, é a maior recompensa que uma pessoa pode ter seja em que área for.

Qual tem sido o papel das filarmónicas no ensino da música nos Açores?

Eu diria que o trabalho de qualquer filarmónica é extremamente relevante, porque este tipo de instituições, na maioria dos casos, são as que mais trabalham na formação de jovens talentos, nem sempre estas instituições têm condições para fazer evoluir os nossos jovens, pelo que é preciso muito empenho dos músicos. Afirmo também que os jovens Açorianos precisam acreditar mais e que todos eles têm o seu talento. Todos nós temos talento, mas a verdadeira diferença está em trabalhar esse talento e sobretudo acreditar no nosso trabalho mesmo quando tudo corre mal.

Quais os instrumentos de sopro da tua eleição?

Penso que todos os instrumentos são importantes em qualquer agrupamento musical. Todos eles têm a sua história, o seu valor, bem como a sua forma de execução. O importante é tocar com paixão e ter vontade em ser melhor todos os dias e acima de tudo, trabalhar arduamente para ultrapassar todas as dificuldades.

António Pedro Costa

Percurso do músico Hugo Araújo

Fez parte das Orquestra Ligeiras da Povoação e Vila Franca do Campo e é trompetista desde Maio de 2006 da Orquestra Lira Açoriana. Frequentou, diversos estágios com a Banda Militar dos Açores para aperfeiçoamento de instrumentos de sopro e percussão, sob a orientação do Tenente e Chefe de Banda Alexandre Lopes Coelho. Em Maio de 2007, frequentou cursos de Direcção orientado pelo maestro José Ignacío Petit e mais tarde com o professor e maestro Paulo Martins com a pareceria da Banda Militar dos Açores. Em março de 2008 ingressou nas fileiras do exército, onde concluiu o curso geral comum de Praças tendo ingressado na Banda Militar dos Açores como trompetista tendo já representado Portugal a nível internacional no festival de Tattoos realizado nas Bermudas em Novembro de 2009. Foi maestro da Filarmónica Marcial Troféu da Povoação em 2010 e possui o certificado de formador no sistema de Educação Extraescolar. Ingressou no Conservatório Regional de Ponta Delgada na Classe do professor Duarte Alves. Em 2011 concorreu à Escola Profissional de Música Metropolitana de Lisboa tendo seguido o curso profissional de trompete na classe do Professor Filipe Coelho. Colaborou com o cantor Aníbal Raposo na gravação do CD intitulado de “ A rocha da Relva” bem como a realização de Videoclipes.

Em maio de 2014 Hugo Araújo fez a sua primeira Digressão a Paris (França) com a sua classe de trompetes onde teve aulas com Bruno Nouvion, Antoine Curé e ÈricAubiernuma parceria com o Conservatório Superior de Paris. Em Dezembro de 2014 Hugo Araújo concorreu à Orquestra Sinfónica da Jornada Mundial da Juventude Sediada na Cidade Madrid tendo conseguido um lugar na prestigiada Orquestra e onde actualmente faz muitos concertos por ano.

Master classes de trompete

Hugo Araújo estudou na Academia Nacional Superior de Orquestra, Academia esta suportada e projectada pela Orquestra Sinfónica Metropolitana de Lisboa, onde tem como principais professores de trompete Sérgio Charrinhoe Rui Mirra, tendo já colaborado inúmeras vezes com esta Orquestra, sob a orientação de conceituados Maestros como Michael Zilm, EmilioPomarico, Jean MarcBurfin, Pedro Amaral e Cesário Costa.

Frequentou master classes de trompete com os professores e solistas internacionais Michael Sachs,Fábio Brum, Giuliano Sommerhalder, Sérgio Couto, Laurent Filip , GaborTarkovic, JeroenBerwaerts ,NenadMarkovic, Martin Angerer, FruzsinaHara, Win Van Hesselt, Steve Mason, Jorge Almeida, António Quitalo, Sérgio Pacheco, João Moreira, Bruno Nouvion, Antoine Curé, ÈricAubier, Scott Lashbrook,kristianSteenstrup, Chris Kase,Marco Pierobon, João Mogo, Carlos Sílva, Gonçalo Marques, Tomás Pimentel, Gileno Santana, Claudio Silva.

António Pedro Costa

In Correio dos Açores, 25 de janeiro de 2015

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